Nossa visão
No Complete Anatomy, queremos ajudar os estudantes a estarem mais bem preparados para a prática médica no mundo real.
Somos uma empresa global, e a anatomia é um tema global. Queremos refletir isso ampliando a representação de corpos no material com que os estudantes aprendem, especialmente daqueles historicamente sub-representados na anatomia. [1, 2]
O próximo passo dessa jornada é a personalização do modelo, que temos o prazer de lançar como parte do Complete Anatomy 2023.
Uma abordagem genuína da diversidade

Como primeiro passo na personalização do modelo, a equipe do Complete Anatomy buscou ampliar a variação anatômica que podíamos oferecer externamente.
Tudo começou com workshops aprofundados com especialistas da área, os professores Fatimah Jackson, Joseph L. Graves e Alan Goodman, não apenas para encontrar uma maneira respeitosa e sensível de permitir que os estudantes se vejam representados no aplicativo, mas também de enxergarem ali os seus futuros pacientes.
O resultado dessa colaboração é um conjunto de mudanças cuidadosamente pensadas na experiência dentro do aplicativo e a inclusão de uma ampla gama de características anatômicas para escolher. Para enfatizar a nossa anatomia comum como seres humanos acima das diferenças percebidas, quem estuda pode selecionar um conjunto de características faciais e, separadamente, escolher um tom de pele a ser aplicado. Assim, representações estereotipadas historicamente consolidadas dão lugar a uma abordagem renovada, que promove diversidade e variação.
Outras iniciativas até aqui
Modelo feminino completo em 3D – 2022

Em 2021, lançamos um modelo feminino completo em 3D, com o mesmo nível de detalhe e precisão do masculino. Diferentemente de muitos concorrentes, que simplesmente adaptam o modelo masculino para criar uma versão feminina, cada estrutura do nosso modelo feminino foi meticulosamente modelada para evidenciar a anatomia feminina, com base em mais de 4 anos de pesquisa, incluindo textos revisados por pares, como artigos científicos, além de dados antropológicos e diversas modalidades de imagem.
Essa atualização do modelo foi essencial para promover um futuro mais inclusivo na área da saúde, considerando que a anatomia feminina foi muitas vezes representada de forma imprecisa, resultando em compreensão incompleta e em piores desfechos para as pacientes. [3,4]
Para saber mais sobre o desenvolvimento do nosso modelo feminino, confira este post do blog.
Acessibilidade – em desenvolvimento, contínuo (2020 – presente)

Como parte do nosso compromisso mais amplo com inclusão e diversidade, trabalhamos continuamente para melhorar a acessibilidade do nosso produto para pessoas com deficiência física ou sensorial. Do ponto de vista tecnológico, a escala desse trabalho é significativa, exigindo mudanças estruturais na arquitetura do produto e, por isso, as melhorias são incrementais. Até o momento, nós:
- Projetamos e implementamos todos os novos elementos de interface (UI) desde 2021 conforme os padrões de acessibilidade AA no que diz respeito a tamanho e contraste de texto.
- Disponibilizamos a operação por teclado em todos os dispositivos, em diversas seções do aplicativo.
- Seguimos pesquisando como o Complete Anatomy pode se adaptar para funcionar com tecnologias de leitor de tela, em paralelo às melhorias na interface existente.
A nossa declaração completa de acessibilidade está disponível aqui.
Considerações finais
Na Elsevier, o nosso compromisso com a diversidade nos produtos tem reflexo direto na melhoria do cuidado ao paciente. Por isso, é fundamental que produtos como o Complete Anatomy evoluam e se desenvolvam continuamente, aproximando-nos de um cuidado melhor. Como um produto com o qual os estudantes têm contato desde o primeiro dia dos seus estudos em medicina, ocupamos uma posição única para diversificar a perspectiva dos profissionais de saúde de amanhã e incentivá-los a exigir um futuro em que todas as pessoas recebam um padrão equitativo de cuidado.
Referências
- Louie, P. and Wilkes, R. (2018). Representations of race and skin tone in medical textbook imagery. Social Science & Medicine, 202, pp.38–42. doi:10.1016/j.socscimed.2018.02.023.
- Morgan, S., Plaisant, O., Lignier, B. and Moxham, B.J. (2014). Sexism and anatomy, as discerned in textbooks and as perceived by medical students at Cardiff University and University of Paris Descartes. Journal of Anatomy, [online] 224(3), pp.352–365. doi:10.1111/joa.12070.
- MBRRACE-UK (2021). Saving Lives, Improving Mothers’ Care Maternal, Newborn and Infant Clinical Outcome Review Programme. Disponível aqui.
- Zucker, I. and Prendergast, B.J. (2020). Sex differences in pharmacokinetics predict adverse drug reactions in women. Biology of Sex Differences, [online] 11(1). doi:10.1186/s13293-020-00308-5.