As lágrimas são essenciais para a saúde dos nossos olhos. Essa secreção aquosa contém diversas proteínas, como lisozimas e imunoglobulina A, que protegem a superfície ocular contra infecções e, ao mesmo tempo, mantêm a hidratação da superfície epitelial do olho.
A glândula lacrimal é uma glândula exócrina lobulada responsável pela produção das lágrimas. Ela se divide em duas porções: a parte orbital e a parte palpebral, separadas pelo músculo levantador da pálpebra superior. A glândula lacrimal está localizada no canto superolateral da órbita e se estende até a pálpebra superior.
A própria glândula contém a unidade secretora, os ácinos, que lançam o seu produto aquoso em um lúmen central. Vários lúmens convergem para um ducto intercalado que se abre no saco conjuntival, por onde as lágrimas são expelidas da glândula. O mioepitélio envolve os ácinos e os ductos, fornecendo a força mecânica para expelir as lágrimas. Cada glândula chega a ter até doze ductos.
Cada olho possui um canalículo lacrimal superior e um inferior. Os canalículos lacrimais são responsáveis por drenar as lágrimas do ângulo medial do olho para o sistema de drenagem nasolacrimal. Os canalículos levam as lágrimas até o saco lacrimal e, em seguida, ao ducto nasolacrimal, que as direciona para o meato inferior da cavidade nasal.
Durante o choro, a secreção lacrimal aumenta e, com ela, o fluxo do ducto nasolacrimal. Isso faz com que lágrimas e muco escorram pelas narinas, resultando no nariz escorrendo. Se a capacidade de drenagem é ultrapassada, as lágrimas transbordam pela margem da pálpebra inferior e escorrem pelo rosto.
Conheça o Complete Anatomy para aprender mais sobre a anatomia de uma lágrima!